Santo André confirmou um quarto caso de mpox neste ano, enquanto o Grande ABC totaliza seis ocorrências até o momento. A situação é monitorada pelas autoridades locais de saúde.
Detalhes dos casos na região
O Grande ABC confirmou o sexto caso de mpox em 2026, com a mais recente ocorrência registrada em Santo André, que soma um total de quatro casos. As cidades de São Bernardo e Diadema também relataram um caso cada. Os dados foram fornecidos pelo Nies (Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde), vinculado à Secretaria de Estado da Saúde, e indicam que não houve mortes na região por mpox neste ano.
A paciente mais recente, uma mulher de 34 anos, encontra-se em boas condições e está sendo monitorada pela equipe de saúde do município. Em 2025, o Grande ABC registrou 27 casos da doença, todos sem óbitos. A distribuição desses casos envolveu sete em Santo André, oito em São Bernardo, quatro em São Caetano, seis em Diadema e dois em Mauá. Já em 2024, a região tinha contabilizado 67 registros, enquanto em 2023 foram apenas nove. O surto em 2022 levou a um total de 220 ocorrências entre as sete cidades do Grande ABC.

Transmissão e cuidados necessários
A mpox, anteriormente conhecida como varíola dos macacos, é uma doença infecciosa viral que se espalha principalmente por meio do contato próximo e prolongado com pessoas infectadas. A transmissão ocorre através do contato com lesões na pele, secreções de feridas, fluidos corporais e objetos pessoais contaminados. O Ministério da Saúde destaca que, apesar do nome, os macacos não são reservatórios da doença, isto é, não permitem que o vírus se multiplique.
Os sintomas mais comuns incluem febre, dores de cabeça, dores musculares, calafrios e lesões cutâneas. O infectologista Hilton Luís Alves alerta que a identificação precoce dos sintomas e a prevenção de contatos próximos são essenciais para interromper a cadeia de transmissão. Embora a maior parte dos casos possa ser leve, complicações como infecções secundárias e, em raros casos, evolução para óbito, são possíveis, especialmente em pacientes imunocomprometidos.
